Escrito por Dígito às 08h27
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musica.ambiente(casa);
Ouvir música tem sido meu massageador para os nervos e neurônios. O trabalho tem consumido minhas retinas e minhas proteínas.
E quando chego em casa, as letras de um livro qualquer me parecem insuportáveis e soníferas. Deito, entretanto não consigo dormir. Ainda estou eletrizado. Os pés no chão gelado não descarregam minhas tensões. Tomaria um calmante, se eu gostasse de emplastos comprimidos.
Sairia um pouco de casa. Mas, como? Engarrafamento apocalíptico nas ruas e o medo em cada esquina. Então, tranco a porta e abro as janelas gradeadas. Convido uma brisa noturna para entrar. E ouço uma canção. Música natural em dolby-sound. O farfalhar das folhas e o andar das águas encontram-se no meu equilíbrio...
Escrito por Dígito às 07h54
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sem.tempo();
O mundo gira cada vez mais rápido e compiicado. Explica-se o tempo por sua relatividade, mas também por seu imperioso autoritarismo capitalista. Somos pressionados a fazer mais por menos. Maximização dos lucros e minimização dos custos. E nessa roleta-russa vão-se os empregos, os salários, a saúde...
Escrito por Dígito às 09h44
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bsb.renasce();
Brasília sem umidade é uma cidade morta. De grama inflamável, árvores retorcidas e broncopneumonias.
A chuva transforma. Leva a poeira. Lava as calçadas. Os prédios continuam cinzentos mas estendem-se tapetes em verde-mar. As cigarras cantam alegres e um passarinho respira fundo.
Brasília aflora de sua casca seca. É primavera outra vez, é outra semana...
Escrito por Dígito às 09h15
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