Escrito por Dígito às 07h27
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limpa.geral(mendigos);
A cidade está suja. Suja de mentiras, suja de corrupção, suja de doenças, suja de sangue, suja de intolerância, suja de gente.
Há os que se consideram "mais iguais" que os outros. Com direitos e privilégios adquiridos pela força e violência. Consideram-se garis sociais. Exterminam os 'diferentes' como se limpassem a sociedade. Uma espécie de purificação genética e sublimação humana.
Apesar da pobreza se alastrar numa pandemia, nunca foi contagiosa. É apenas um câncer da Economia e da Política. Mas somos todos co-responsáveis por nossa indiferença, preoconceito, omissão e alienação.
Os mendigos sempre estiveram nas ruas. Mas, quanto foi mesmo a nossa doação hipócrita para de$contar no Imposto de Renda? Quantos doaram um cobertor, um casaco, um alimento, um teto, um abraço, um carinho, um pouco de atenção?
As pessoas silenciam a consciência com frases: "ah, o problema não é meu", "eu já pago os meus impostos, que o governo faça alguma coisa", "eu esmolo por caridade".
Assassinaram os mendigos. E os comerciantes varrem as calçadas tranqüilamente. 'Eles' não mais incomodarão os fregueses. As pessoas passam sossegadas. 'Eles' não mais atrapalharão a passagem. Os executivos caminham despreocupados. Não mais se ouvirá: "doutor, um trocado!".
A praça está florida. Com crisântemos e perfumes que dizem adeus...
Escrito por Dígito às 08h51
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hot(bsb);
Verão?! Um deserto, decerto. Porque em Brasília só há duas estações: verão e inverno. É primavera o ano todo nos bairros nobres. O outono está no sabor de algumas frutas de estação.
Um clichê de agosto: está quente e seco. Um calor insuportável (mesmo com ventilador ou ar condicionado). Uma secura na garganta (mesmo com bebida gelada). Aff. Se o nosso céu é mais azul e angelical, aqui na terra queima como o inferno.
Quero asas para fugir daqui... ou mesmo para me abanar um pouco...
Escrito por Dígito às 08h36
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int sonho.bom(void);
Quais os sonhos que têm passeado contigo ao dormir? Grandes ou pequenos? Em cores ou em tons pastéis? Você se lembra deles ou os esquece ao acordar?
Hoje tive um sonho bom. Não sei narrar como foi. Apenas senti a plenitude de uma paz indescritível enquanto atravessava campos verdejantes, vales e montanhas. "Além do bem e do mal". Estava só, mas não me senti sozinho ou com medo. Caminhava descalço, as mãos limpas e os bolsos vazios. Pois, já não havia necessidade alguma. Somente viver e ser feliz. Como no princípio, nos jardins edênicos.
Acordei e me senti bem. Mas, uma vontade de chorar. Foi tudo apenas um sonho... Enquanto isso, nos jornais pesadelos inesquecíveis...
Escrito por Dígito às 09h18
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