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ciberleitor(es) online
copo(d´água);
Ontem relatei que faço meu desjejum apenas com um copo d´água. É verdade. Dizem que é bom para a memória. Por isso, acho que nunca me esqueci de cumprir esse hábito.
O ideal é comer de manhã como um rei, almoçar como um príncipe e jantar como um escravo. Contudo, não sigo essas orientações. Às vezes, faço completamente o contrário. Almoço como um vassalo e me banqueteio como um sultão em seu harém.
Por volta das 10h, meu estômago fica imaginando o almoço. E quando são 12h, eu nunca sei o que e onde comer...
Escrito por Dígito às 09h26
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rotina(dèjá vu);
Por mais que eu tento, a minha vida segue alguns loops. Acordar com o despertador, vestir a camisa que combina com a calça, beber um copo d´água, ir ao trabalho, estacionar o carro na vaga reservada, cumprimentar o porteiro, abrir o escritório, bater o ponto ...
Não sei se isso é bom ou ruim. Ter um hábito. E apenas deixar-se seguir por um script. Executar as atividades pré-programadas. E pronto. Dever cumprido. Positivo e operante.
Claro, de vez em quando há algumas ocorrências randômicas. Então, depois de alguns ifs, tudo está resolvido.
Por isso, "hay que endurecer, pero perder la ternura jamás" (Che).
Escrito por Dígito às 08h40
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desperdício(tudo);
Quanto desperdício! Ao levar o lixo, percebo o quanto poderia ser reaproveitado. São papéis, vidros, plásticos, alumínios. Os programas de coleta seletiva deveriam ser melhor enfatizados. Sem falar que ninguém colobora em separar o lixo orgânico do lixo seco. Faltam-nos conscientização, civilidade e cidadania.
Toda semana, só em casa: 2 sacos de jornais e revistas, 1 saco de sacolas de supermercado, 1 saco de garrafas pets, 1 saco de embalagens plásticas e de vidro, 2 sacos de lixo orgânico. Isso porque somos uma típica família classe média. Se exponenciarmos à população, o volume torna-se incontável.
E toda vez que vou comer o meu papaya, pergunto-me: "poderiam germinar essas sementes neste chão duro e sem vida?"
Escrito por Dígito às 08h52
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dedetizar(empresa);
Dedetizaram a empresa. Imaginem os odores baygoníacos que somos submetidos a trabalhar.
Sob o efeito nauseante dos inseticidas, fico formulando teorias conspiratórias. Será que a diretoria estaria planejando um extermínio em massa dos seus funcionários? Será que não provocará nenhum dano mental? Será que sobreviveremos até o final do dia?
Isso porque nunca acreditei na eficácia dos inseticidas. Se as baratas são as únicas criaturas em potencial a sobreviverem à uma guerra nuclear e à radiação, por que morreriam por causa de uma naftalina ou congêneres? No máximo, fariam uma cócega gostosa ou provocaria uma sensação viciante. Por isso, sou da filosofia: contra qualquer inseto nada melhor que o Zé Chinelão.
"Pessoal, abram as janelas, pô. Eu não vou participar desse suicídio coletivo. You are young and the life is long."
Escrito por Dígito às 09h06
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karaoke(animado);
O final de semana foi musical (pelo menos, pretensiosamente). Depois de uns gorós todo gogó fica afinado. Isto é, "ai meus ouvidos!". Os microfones estavam chiando um pouco, mas quem se importa? Ninguém sabia cantar direito mesmo.
Legal é improvisar. E a coreografia é fundamental. Um show de calouros. Ridiculamente felizes da vida. Talvez o somatório das notas não passe de 0. Mas, tudo bem. Não tem preço poder cantar, dançar e se divertir depois das 22h sem incomodar os vizinhos. E depois da meia-noite, uivar como um lobisomen num huhuhu estridente. Tchuru, tchuru, tchuru. Laraê, Laraê, Laraê. Piripipi, piripipi, piripipi. Yeah.
Ainda bem que não ganhamos a vida com nossas vozes... Mas cantamos a vida...
Escrito por Dígito às 08h37
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