Histórico
 24/10/2004 a 30/10/2004
 17/10/2004 a 23/10/2004
 10/10/2004 a 16/10/2004
 03/10/2004 a 09/10/2004
 26/09/2004 a 02/10/2004
 19/09/2004 a 25/09/2004
 12/09/2004 a 18/09/2004
 05/09/2004 a 11/09/2004
 29/08/2004 a 04/09/2004
 22/08/2004 a 28/08/2004
 15/08/2004 a 21/08/2004
 08/08/2004 a 14/08/2004
 01/08/2004 a 07/08/2004
 25/07/2004 a 31/07/2004
 18/07/2004 a 24/07/2004
 11/07/2004 a 17/07/2004
 04/07/2004 a 10/07/2004
 27/06/2004 a 03/07/2004
 20/06/2004 a 26/06/2004
 13/06/2004 a 19/06/2004
 06/06/2004 a 12/06/2004
 30/05/2004 a 05/06/2004
 23/05/2004 a 29/05/2004
 16/05/2004 a 22/05/2004
 09/05/2004 a 15/05/2004
 02/05/2004 a 08/05/2004
 25/04/2004 a 01/05/2004
 18/04/2004 a 24/04/2004
 11/04/2004 a 17/04/2004
 04/04/2004 a 10/04/2004
 28/03/2004 a 03/04/2004
 21/03/2004 a 27/03/2004
 14/03/2004 a 20/03/2004
 07/03/2004 a 13/03/2004


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 Mundo Digital (Blog)
 Inclusão Digital (Site)
 Acessibilidade Brasil
 InternETC (Blog)
 Querido Leitor! (Blog)
 Dilbert (Cartum)


 
Dígito
 
 blogdigito@yahoo.com.br
ciberleitor(es) online


int olimpiadas(date 13/ago);

13/agosto. Os superticiosos talvez não sonham nem sair da cama hoje. E quem sabe não assistirão a abertura dos jogos olímpicos por temerem um mal maior. Pudera, dias atrás noticiou-se um romance confuso tipicamente de uma tragédia grega. A tocha olímpica atravessava continentes por ameaças de bombas. A segurança incomodando turistas à procura de terroristas.

Contudo, que os ventos alísios afastem todo o temor. Que o tremor seja apenas das arquibancadas. Que independente da raça, cor, credo, nacionalidade ou qualquer outra diferença a disputa seja justa. Que as lágrimas derramem sentidos indescritíveis de alegria e conquista. E que o grito seja de vitória.

Que todos sejam vencedores. Louros à competição. Com o bronze no corpo moreno ao sol. A prata nas luminescências da noite. E o ouro adornando a alma e o espírito... 



 Escrito por Dígito às 09h13 [ ] [ envie esta mensagem ]



int cantinho(char restaurante);

Vamos falar sobre outros temas de polêmica fácil como paladares e lugares. Pois, como dizem: "Gosto e opinião são como a bunda. Cada um tem a sua."

De quando em quando, gosto de ir aos meus cantinhos. Isto é, aqueles restaurantes escondidinhos na cidade e no catálogo telefônico. Não há requinte, mas é aprazível e familiar. O menu é simples, porém o tempero é especial. O garçom não usa roupa de pingüim, contudo nos atende calorosamente pelo nome. O cozinheiro conhece nossas preferências. E o dono, é um grande amigo.

E o preço? É camarada e não se cobra ditatorialmente os 10%. Mas, sinto prazer em dar gordas gorjetas. E mesmo que não tivéssemos um centavo, teríamos crédito. E nunca fariam-nos um deselegante convite para lavar os pratos... 



 Escrito por Dígito às 08h55 [ ] [ envie esta mensagem ]



"quer pagar quanto?"

Qual o seu preço? Quais as formas de pagamento? Vamos diga. Não tenha vergonha.

Agora, pergunto: pelo o que tem se vendido? Por quê? Quem é o seu credor? Por quanto paga por suas Ilusões e pseudo-necessidades?

Passeio pelo Orkut. E percebo que muitos se mudaram. Ou se naturalizaram em outros países. Dizem que foi por causa de um boato. "Abandonem o Brasil e o Iraque, e sejam felizes. Conheça os amigos-do-mundo". E se o truque ou macete fosse: "Declare-se nazista, racista, pedófilo ou psicopata e tenha uma melhor navegação". Quantos de nós re(des)configuraria o profile pelo convite tentador? Então, você me diz: "É somente uma brincadeira sem importância. Não condiz com a verdade." Será mesmo?

Se nos subordinamos aos rótulos, chantagens e presentes baratos, quem somos nós afinal? O que você deseja, pensa, sente e sonha talvez também não seja alheio? Até quando deixaremos nos fazerem de marionetes? 

Sum quod sum. "Conhece a ti mesmo". E descubra o mundo. Guarde os seus tesouros e saiba defender o seu castelo... 



 Escrito por Dígito às 08h30 [ ] [ envie esta mensagem ]



long palavra(void);

Poluição metropolitana. As ruas estão sujas e os ratos passeiam à noite. Os muros pichados numa língua estranha. Os outdoors piscam alucinados. Os olhos ardem. Uma buzina, um tiro, um grito, um silêncio. O barulho entope os ouvidos. É outra mentira, outra desculpa, outra ofensa.

Os palavrões são ditos gratuitamente. E ouvidos involuntariamente. São usados como vocativos, interjeições e insignificações. Estão nas cantigas de roda e na roda entre amigos. Estão nas letras das músicas. E se há música, não há letra. Pois, não há pretensão poética ou musical. Apenas fechar uma rima e se tornar um hit. Numa lavagem cerebral em cabeças vazias.

Mas, hoje em dia, quais são as palavras que podem nos ferir? O que poderia ser dito como uma navalha? O que poderia nos machucar como pedras e espinhos?



 Escrito por Dígito às 08h23 [ ] [ envie esta mensagem ]



crianças();

As crianças já não brincam como antigamente. Pois, os brinquedos brincam sozinhos. Bastam apenas um chip e algumas baterias. E os pequeninos assistem o espetáculo das luzes sonoras em movimento.

Culpa em parte dos pais que já não tem tempo nem paciência. O dinheiro paga as roupinhas de grife, os tênis importados, os passeios nos shoppings, as colônias de férias, os celulares, as mensalidades da escola e dos cursos extras. Mas, não dispendem o essencial: um pouco de carinho e atenção.

Domingo foi dia dos pais. Quantos devem ter ganhado outra gravata italiana dos filhos que não conhecem? Quantos poderiam receber um desenho infantil com aqueles papagaios num céu azul retratando um passeio familiar? Quantos poderiam dar apenas amor ao invés de uma soberba mesada? Quantos pais deixarão a seus filhos muito mais que um inventário e um sobrenome? 



 Escrito por Dígito às 09h00 [ ] [ envie esta mensagem ]