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ciberleitor(es) online
sexta.feira(ufa);
Escreveria sobre outros assuntos inquietantes e questionáveis. Mas, como hoje é sexta-feira, deixa prá lá. Não destilarei o meu veneno e minhas interrogações. Afinal, todos querem 'bebemorar' com seus destilados e fermentados. E vamos falar de coisas amenas e desimportantes...
Finda mais uma semana. Começa outro final de semana. Algumas coisas agendadas e programadas mas sem nenhum compromisso. Basta de protocolos e autenticações de ofício.
Talvez acorde cedo. Só para ficar mais tempo à toa. Minha rede, minha viola, meu bem-querer...
Escrito por Dígito às 09h04
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int carne.moida(float sofisticada);
12h00. Bip. Hora do almoço é óbvio. Já estou enjoado da comida e dos preços $algados. Fico sempre no dilema uni-duni-tê para escolher onde e o que comer. E nunca sei. Às vezes, sou induzido pelo cheirinho mais agradável. Outras vezes, pela aparência e diversidade dos quitutes. E assim vou variando os pratos, do saudável e nutritivo às bobeiras dos botecos, da salada multicor à carne sangrando, do feijão-com-arroz ao big-mega-sanduíche.
Com fome e sem idéia, acabei entrando numa fila qualquer desses restaurantes populares. O serviço é paga-se primeiro e come-se à vontade. Isto é, o quanto couber no prato (porque bandejão é coisa do passado). O que me impressionou no cardápio do dia foi o sugestivo nome 'carne moida sofisticada'. Intrigado fiquei imaginando uma carne high-tech. Seria transgênica? Teria um design pós-moderno? Estaria com temperos artificiais? Como saber? Era provar para ver (quer dizer, comer).
Nas mesas, ouvia-se muitos "hummms". Então, solicitei também uma colherada caprichada dessa iguaria. Servi-me sem me preocupar com os dígitos da balança. Iria tirar a barriga da miséria. Não resisti, e sem querer também exclamei minha satisfação. Hummm. Entendi que 'sofisticado' era sinônimo de 'delicioso'.
Minha nota qualitativa para o almoço: BBG. Bom, barato e gostoso.
Escrito por Dígito às 08h20
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agosto(rima);
Desculpem-me pelos últimos posts turvos e astigmáticos. Acredito que Agosto e todas suas rimas encontraram-se com minhas palavras.
Talvez sejam as influências do mês, da lua pálida e dos astros sem rumo. Tudo está tristemente ressequido e esquálido. 2/3 já se passaram. Mas ainda estamos longe do Natal, do 13º e do espumante de final de ano. Poeira nas narinas, CFC nos pulmões e um aperto no coração.
Os canteiros estão abandonados, os jardins sem esperança nem alegria. E que venha logo a primavera...
Escrito por Dígito às 08h37
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bus(greve);
Paradas lotadas. Vans proibidas, greve de ônibus e quem paga é o trabalhador desautomobilizado.
Percebe-se o olhar cansado, indignado, desconsolado, resignado. Já não bastasse o salário mínimo e o transporte caro e ruim, ter que esperar em pé sem hora para voltar para casa. Uma acidez urinária nos bancos sujos. O dinheiro contado e sequer uma moeda para comprar uma balinha.
Os carros passam. Importados ou não. E passam, passam, passam. O ônibus não chega e a noite esfria...
Escrito por Dígito às 09h54
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catedrais();
Fui à Igreja. Como um cordeiro que retorna ao Rebanho e reconhece o seu Pastor. O campo não era o mesmo ao passar da estações. Alguns rostos conhecidos e outros que nunca vi. Quantos migraram para as planices? Quantos subiram os planaltos? Quantos se arriscaram nas montanhas? Quantos se desgarraram pelo caminho? Não sei, mas espero que estejam bem.
Catedral imensa de bancos vazios. Os fiéis espalhados como o vento varre as folhas. Senti frio, mas também um anjo perto de mim. Foi um sermão com muitas parábolas. E uma mensagem para cada coração. Que guardei como um tesouro...
Escrito por Dígito às 11h41
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segundona(agitada);
Pessoal, um bom dia a todos. Volto mais tarde para postar.
Escrito por Dígito às 08h17
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