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Cresce uma vontade de fugir daqui.... Mas sei que não posso (ainda)... Estou integrado ao sistema... Tenho muito a fazer, programar, processar. Tenho meus compromissos e contas a pagar. Não se recomeça uma vida assim de repente com um Ctrl+Alt+Del.

E a saudade instalada no peito. Fiz backup das lembranças. A bota empoeirada, alguns arranhões e picadas de mosquito... 



 Escrito por Dígito às 07h21 [ ] [ envie esta mensagem ]



prosa & verso

No campo nascem as mais belas histórias. São doces como os frutos da floresta. São coloridas como as flores do cerrado. São instigantes como os espinhos do sertão. São misteriosos como os bichos do mato. 

A imaginação corre sem destino. Encontra-se com o folclore e as lendas. E se faz outra crônica no anzol do pescador.

A prosa fala de homens e lobisomens. Descreve montanhas e vales. Versa cantigas e canções. Poetiza a vida.

Não se conversa sobre globalização, blocos econômicos, dívida externa, tráfego caótico e tráfico de drogas, psicoses e doenças incuráveis, miséria e violência. Pois, eles não entenderiam o nosso mundo fantástico. Ou talvez escutariam como um conto de terror.    



 Escrito por Dígito às 07h27 [ ] [ envie esta mensagem ]



gente.simples(povo feliz);

A flora, a fauna e o sertanejo. Natureza, bicho e homem em convivência harmônica. Não fosse a agroindústria com seus pesticidas e transgênicos.

Os índios não são mais os mesmos. Nem bons, nem selvagens. Usam calça jeans e assistem TV na oca. Civilizaram(-se/-nos)?! Não se vendem por espelhos ou quinquilharias. Pois, aprenderam o capitalismo com o homem branco. Cospem na terra e trocam madeira por moeda internacional.

Entretanto, no interior sobrevivem os Jecas Tatus e os Chicos Bentos. Personificação de nosso atraso social, cultural e tecnológico?! Ou a resistência inocente da essência humana?! O vestuário simplório, mas decente. Os mãos calejadas com o trabalho honesto. O linguajar regional, contudo sem a falsidade gramaticalmente correta. O relógio analógico acompanha o dia e a noite. E a improvisação é mãe das invenções.

Eles não têm muito. Mas repartem irmanamente. A comida, a bebida, o banquinho, o sorriso. Um pouco do muito que nos falta. E essa virtude me constrange numa quase-inveja...    



 Escrito por Dígito às 08h00 [ ] [ envie esta mensagem ]



cidade.selvagem(casa);

Pé no asfalto. De volta às nossas cavernas de concreto. De baterias recarregadas, vejo a eletricidade em cada esquina. A cidade pulsa.

Trago boas lembranças. Que a minha memória possa descrever tudo que vi, ouvi, senti. Com o coração, eu escreva uma prosa saudosa em poesia sinestésica. 

E que as minhas mãos que sentiram a terra, caminhem com os mesmos passos sobre o teclado... 



 Escrito por Dígito às 09h15 [ ] [ envie esta mensagem ]