Escrito por Dígito às 07h27
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gente.simples(povo feliz);
A flora, a fauna e o sertanejo. Natureza, bicho e
homem em convivência harmônica. Não fosse a agroindústria com seus
pesticidas e transgênicos.
Os índios não são mais os mesmos. Nem bons, nem selvagens.
Usam calça jeans e assistem TV na oca. Civilizaram(-se/-nos)?! Não
se vendem por espelhos ou quinquilharias. Pois, aprenderam o capitalismo com o
homem branco. Cospem na terra e trocam madeira por moeda
internacional.
Entretanto, no interior sobrevivem os Jecas Tatus e os Chicos
Bentos. Personificação de nosso atraso social, cultural e tecnológico?! Ou a
resistência inocente da essência humana?! O vestuário simplório, mas
decente. Os mãos calejadas com o trabalho honesto. O linguajar regional, contudo
sem a falsidade gramaticalmente correta. O relógio analógico acompanha o dia e a
noite. E a improvisação é mãe das invenções.
Eles não têm muito. Mas repartem irmanamente. A comida, a
bebida, o banquinho, o sorriso. Um pouco do muito que nos falta. E essa
virtude me constrange numa
quase-inveja...
Escrito por Dígito às 08h00
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cidade.selvagem(casa);
Pé no asfalto. De volta às nossas cavernas de concreto. De baterias recarregadas, vejo a eletricidade em cada esquina. A cidade pulsa.
Trago boas lembranças. Que a minha memória possa descrever tudo que vi, ouvi, senti. Com o coração, eu escreva uma prosa saudosa em poesia sinestésica.
E que as minhas mãos que sentiram a terra, caminhem com os mesmos passos sobre o teclado...
Escrito por Dígito às 09h15
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