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ciberleitor(es) online
festa.julina(char empresa);
Foi-se junho. Santo Antônio passou. São João passou. Santo André passou (o Flamengo). Mas a festa continua.
Hoje, tem festa julina na empresa. Tem quadrilha? Tem sim, sinhô. Mas todos são de bem e de família. Tem canjica? Tem sim, sinhô. Branca e amarela. Tem casamento? Tem sim, sinhô. Com beijo na noiva sob a espingarda do pai. Tem quentão? Tem sim, sinhô. Para quando faltar o abraço ou a coragem. Tem fogueira? Tem não, porque senão irão pensar que está havendo um incêndio.
Mas tem pescaria. E é por isso que o pessoal fica. Todo mundo quer levar um brinde para casa. Com a barriga cheia e um sorriso nos lábios...
Escrito por Dígito às 07h29
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tema(const int assunto);
Quando há o tema certo não falta assunto. Porque, é desesperador, às vezes, encontrar um assunto para postar. Há dias que passam sem nada de especial. Ou estávamos ocupados demais para percebermos. E nos envergonhamos de escrever uma ou duas linhas. Ou pior, não ter nada a dizer.
Mas, quando ligamos a TV nos surpreendemos. Há sempre novidades (ou mesmices do cotidiano?). Corrupção, violência, inflação, fofoca. Alguns programas são especializados em tragédias do dia a dia. Há sempre gente matando ou morrendo, ou ambas. Outros exploram os dramas pessoais. Todo mundo tem problema. Mas a fofoca é imbatível. Quando não existe, inventam.
E fechamos a janela. E por trás das cortinas e do vidro sujo, espiamos a rua e desconfiamos das pessoas. As portas estão trancadas por um molho de chaves (onde é mesmo a saída?). O alarme em alerta e as câmeras vigilantes. O quarto escuro está abafado. Mas, sobreviveremos. Temos um medo inconfesso de dormir. Contudo, a coragem de ler um romance policial tranqüilamente...
Escrito por Dígito às 07h31
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wake up!
Acordar. Acordando. Acordado. Por que os minutos que antecedem o despertador velam o sono mais angelical e os sonhos mais bonitos?
Os olhos orientais. Um sonambulismo preguiçoso. Encolher-se como uma lesma num casulo de edredom. Para despertar! Mas sem asas...
Escrito por Dígito às 08h05
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novos.tempos(velhos amigos);
Um giro nos ponteiros. Um reencontro com o passado. Não por meio de uma lembrança. Mas com abraços e apertos de mãos.
Encontrei-me com dois amigos. Não éramos mais aqueles três adolescentes, mas fomos à mesma lanchonete. Três senhores e muitas histórias para contar. Mas não falamos do que passou, porque a noite era curta e longa foi nossa caminhada. Passamos por uma conversa madura no entanto com as bobagens de sempre.
O tempo deixou os seus passos. Era inevitável. Mas amizade permanecia imortal. Não é preciso adjetivo para essa virtude. Faz-se por si mesma.
Ao final, cada um pagou a seu modo: tíquete, cheque, cartão. Era dinheiro enfim, com roupagem diferente. Mas não vinha da mesada.
Escrito por Dígito às 07h51
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dia(concurso publico);
Em dia de concurso público, é sempre interessante observar a fauna de tipos e os tiques que afloram.
A espera frente aos portões é angustiante. Cada um com o seu tique nervoso, manias e mandingas. Todos se analisando e dimensionando a infinitude de concorrentes que não param de chegar.
Alguns aparecem como se estivessem investidos no cargo. Roupa social, gravata e sapato impecável. Faltando apenas o crachá. Outras parecem que vieram para passear num shopping. Com seus saltos e bolsinhas. E as pernas de fora para compensar o conteúdo que falta dentro de suas cabecinhas oxigenadas. Outros fazem um piquenique. Bolacha, chocolate, barra de cereal, suco e água mineral. Quem não pode contenta-se com bebedouro e rói a unha mesmo. Há também os que ficam muito à vontade. Chinelo, bermuda, camiseta e aquela pergunta: "o que estou fazendo aqui?".
Escrito por Dígito às 07h26
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