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ciberleitor(es) online
dentista();
Dormi mal. Tive pesadelos horríveis. É sempre assim. Fico ansioso com consulta odontológica.
É ridículo ficar deitado naquela posição revelando toda sua intimidade bucal. Inerte, impotente, aflito e pensativo. A luz no rosto como se estivesse em um interrogatório. E todos aqueles instrumentos de tortura: injeção, obturador e aquele barulhinho inconfundível. Dzzzzzzzzzzz.
E depois, um sorvete. A desculpa perfeita para um dia frio.
Escrito por Dígito às 07h33
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corcel.branco();
Trânsito confuso e apressado. Ruas para todos os sentidos. Às vezes, parece que há mais estradas a transitar do que caminhar. Tudo está tão longe. E o nosso pensamento passeia distante...
Calhambeques entre limusines, motoboys e motoristas e adiante segue um corcel branco. Impávido puxa a carroça. Sob chicotadas no lombo também segue sem entender nossa selva de concreto, aço e neon ...
Escrito por Dígito às 07h43
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chuveiro();
Não sei o que é pior: o antes ou o depois do chuveiro. No inverno, é preciso muito mais que água quente.
É necessário toda uma preparação. Primeiro, convencer-se que o frio é psicológico. Mas, a tremedeira nas canelas sempre me desmente. Concentração e planejamento. Despir-se sob um edredon. Calmamente, porque ninguém está com pressa. Peça por peça. Um, dois, três e já. Direto para o chuveiro. Brurrr. Que friooo.
Sabonete e shampoo. Esfrega aqui e acolá. E agora?! Difícil é sair. Caramba, esqueci a toalha...
Escrito por Dígito às 07h12
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dia.triste();
Têm dias que a gente acorda triste. E não sabemos porquê. Ou sabemos, mas não como dizer.
E nos encolhemos num canto. Ficamos quietos como se esperando a tempestade passar. Escondemo-nos dos relâmpagos e trovões. Enquanto uma lágrima se confunde com a chuva na janela.
Trancamos portas. Fechamos os olhos. Porque as feridas ainda estão abertas. E os cacos pelo chão cortam os pés...
Escrito por Dígito às 07h43
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int acaraje(void sabor);
Domingo. Gelado dentro de casa. Frio demais para sair. Mas, mesmo assim era preferível passear um pouco do que hibernar na caverna escura do quarto.
Feira de artesanato. Ainda se fazem objetos a mão. E a produção não é em série. Cada peça com sua particularidade (identidade).
Pausa para o lanche. Cheiro de quitutes diversos, fumaça de churrasquinho, gordura de pastel e bagaço de caldo-de-cana. Porém, fiquei tentado por um acarajé feito por aquelas mãos baianas. Visual e estruturalmente, estava perfeito do bolinho ao recheio. Mas, não tinha o mesmo sabor. Acho que faltaram as palmeiras, a praia e o horizonte engolindo o mar...
Escrito por Dígito às 07h18
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