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miséria

Na miséria não há poesia. Qualquer metáfora é uma burguesa e hipócrita ironia. Não existem palavras que descrevam o seu significado. Uma imagem talvez possa impressionar. Mas, é sempre um retrato distante, bizarro e surrealista.

Quantos de nós já sentiu fome? Isto é, fome no seu sentido mais cruel, infame e pessoal. Não aquela coceira gulosa no estômago provocada pela inquietação das lombrigas e reclamação dos vermes. Fome que devora a dignidade, a cidadania, a humanidade. Fome que animaliza as vontades e ações. Fome sem paladar nem olfato. Porque, há somente um abismo no corpo que enterra a alma.

Observo. Alguém remexe o lixo. Entretanto, não está a procura de recicláveis - papéis, plásticos, vidros ou metais. Fuça tudo aquilo que foi mal comido, mastigado ou cuspido. Mas, não se importa. Seus dedos engordurados apenas buscam um pedaço de carne...

É nojento, degradante, repulsivo... Mas as pessoas passam indiferentes... Desviam o olhar e a consciência... Contudo, não poderia eu também ficar paralisado. E foi muito pouco o que pude fazer. Dei-lhe um tíquete refeição.   

O que mais poderia eu fazer?! Um jejum e uma oração?! O que mais, meu Deus?!

Tentei também não me emocionar... Mas não consegui... Uma lágrima escorria pelos cantos indignada e impotente.

~ oOo ~

PS: Desculpe-me por um tema pouco agradável para uma sexta-feira. Dia em que nos perdemos em excessos e nos embriagamos de ilusões e futilidades. Mas mesmo assim, um ótimo final de semana.



 Escrito por Dígito às 07h41 [ ] [ envie esta mensagem ]



 sistema indisponível

Quando não consigo blogar, tenho sempre a sensação que me censuram e me amordaçam. E silenciam minha inspiração com um corte profundo em tudo que tinha a dizer.

Até tento, mas não consigo. Acredito que cada coisa tem o seu lugar. Cálculos no Excell, apresentação no PowerPoint, imagens no Photoshop, documento no Word, codigo-fonte no Context, diagramas no PowerDesign...  E diário no editor do blog.

A prosa e o verso, a filosofia e o pensamento, a ironia e o riso nascem digito a digito. Sem planejamento nem rascunhos. Uma geração espontânea e primitiva.

E ganham vida não pelas mãos incertas do escritor. Mas nas pupilas de quem leu...



 Escrito por Dígito às 13h34 [ ] [ envie esta mensagem ]



ilusão vital();

Mundo perfeito. Onde?! Homens humanos. Quem?! Democracia. Quando?! Igualdade. Como?! Por que o Ideal é apenas sinônimo de uma Ilusão Vital?!

Caminhamos com a esperança de chegar em Zion, Paraíso, Céu... Mas os pés estão sujos e as mãos se escondem. Trabalhamos dia e noite. Já é tarde. Quando não temos pesadelos, ficamos com insônia. Contudo, na gaveta há sempre pílulas coloridas
para cada sombra na alma.

E nos dizem que é preciso acreditar. Ter fé. "Eli eli lama lama sabactani". Há espinhos na cabeça e marcas pelo corpo. Mas que a alma vague em paz.



 Escrito por Dígito às 12h19 [ ] [ envie esta mensagem ]



urbanópolis();

Impressões contemporâneas. Pombas se lavam em poças de água podre. Bicam restos de comida. Trash food. Voam assustadas. Buzinaço. Seriam elas uma metáfora irônica de nosso maravilhoso mundo moderno?

O Sistema nos enjaula. Mas fomos nós que nos entregamos voluntariamente à Subserviência dos Empregos e à Servidão dos Cartões de Crédito. Sobrevivência!? O Centro nos engole com a voracidade do Capitalismo. Alimentamos a dinâmica dos processos com o óleo de nosso suor e sinapses eletrizantes. Mas depois, somos cuspidos. Não há reciclagem.    

Anjos caídos. Perdemos as asas... E nos rastejamos por ninharias...



 Escrito por Dígito às 08h37 [ ] [ envie esta mensagem ]



inverno(const dia);

Manhã fria. O vento rasga o semblante como uma navalha. Um corte cego e sem destino. O corpo estremece e procura abrigo. Ou um abraço ou um carinho.

Felizes são os corações apaixonados...  E dura a estrada de quem caminha sozinho. Sob estrelas polares e uivos do inverno...

Contudo, que um sorriso descongele todos os sentidos....



 Escrito por Dígito às 07h46 [ ] [ envie esta mensagem ]