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Dígito
 
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multifuncional();

Havia um tempo em que 'uma coisa era uma coisa' e 'outra coisa era outra coisa'. Hoje, nada mais se define apenas com uma palavra ou uma função.

Vivemos numa época de multifuncionalidades. Tudo começou talvez com o canivete suíço. Depois, vieram o multiprocessador, radio-relógio, video-câmera, dvd-okê... Há também as mães-pais e mães-meninas. Sem esquecer dos panssexuais, que são uma coisa ou outra dependendo do parceiro(a) ou aquilo(e)...

E num camaleão eletrônico evoluiu o telefone celular. É agenda, catálogo, calculadora, joguinho, medidor, conversor, computador... Ah, servindo também como comunicador (messenger, chat...). Mas, se preferir utilizá-lo pelo método tradicional, é simples. Basta falar. Isto é, se não estiver fora de área, falhar a conexão ou com interferência urbana.

Mas é a vida... são os novos tempos... E que o Amor também seja como um beijo enamorado, comprometido como o enlace de alianças, apaixonado como uma noite nubente e ande de mãos dadas pelas bodas de prata, ouro e diamante... 



 Escrito por Dígito às 08h45 [ ] [ envie esta mensagem ]



e-cidadão

Sei que existo porque estou online. Delimitei o meu domínio e nele sou senhor. Construi  minha HP com as próprias mãos a cada clique, tag por tag. Se me procuram, encontram-me pelo IP. Ou me enviam um e-mail. Pago em dia o servidor, o provedor e outros impostos pelo Internet Banking. Leio e-books por prazer ou instrução. Folheio jornais e revistas eletrônicas. Freqüento chats em cyber-cafés. Divirto-me em Lan Houses. Ouço MP3 em portáteis. Assisto MPG4 em imagens cristalizadas.

Sou membro do Orkut e outras comunidades. Conheci verdadeiros amigos virtuais. Escrevo minhas angústias e alegrias num blog. E quando tudo está perdido utilizo o Google

As coisas importantes guardo no HD. São .doc, .gif, .swf ... E zipo-os porque a memória é curta e se fragmenta. Mas há sempre espaço para uma nova msg que toque o coração.

Virtualizei-me sem querer (perceber). Mas tanto faz. Como um rosto na multidão, somos outro dígito entre os bytes.



 Escrito por Dígito às 08h56 [ ] [ envie esta mensagem ]



palavra();

O polegar e o falar são características essecialmente humanas. 

Um dedo fez toda a diferença para a sobrevivência de nossa espécie. Da antiguidade à modernidade, construiu ferramentas, escrita e arte. Havia muito mais utilidade do que apenas digitar [Space] numa linguagem para computadores.

Ainda temos língua, mas desaprendemos a nos comunicar. Inventamos palavras, mas as desvirtuamos em ofensas, críticas e insinuações. E perde-se o diálogo. Restando apenas interpretações errôneas, desentendimentos, brigas, guerras...

Quem ainda tem coragem de dizer algo simples como um elogio, um verso, um provérbio e um sonho...?



 Escrito por Dígito às 09h14 [ ] [ envie esta mensagem ]



alarme();

Não quero ser alarmista. Muito menos espalhar a síndrome do pânico como quem espirra um vírus. Mas é difícil (e perigoso) ficar apenas (covardemente) indiferente.

As pessoas morrem não mais por fatalidades. São assassinadas de forma trágica por banalidades do cotidiano. Fome, doença, bala perdida ou endereçada...

Queria até fechar os olhos e acreditar que tudo não se passa de um pesadelo. Mas acordo e vejo uma mancha de sangue, vidros estilhaçados e o silêncio da madrugada. E as manchetes estão no jornal. As imagens replicadas na TV. E notícias que se repetem no monitor... 



 Escrito por Dígito às 07h31 [ ] [ envie esta mensagem ]



void segurança(void);

Você está(tem) seguro? Você ao menos se sente seguro atrás de suas grades e alarmes? Você está em casa ou num condomínio carcerário?

Para sua maior comodidade, os assaltos agora são em domicílio. Não precisa mais se arriscar saindo à rua. Talvez você ganhe de brinde mordaças e coronhadas. E se colaborar, podem até deixar você viver.

E você até tenta ligar para a polícia, mas os telefones foram cortados. No disque-denúncia, ninguém atende. Então, você procura alguém no CVV.



 Escrito por Dígito às 08h19 [ ] [ envie esta mensagem ]