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ciberleitor(es) online
sexta.feira(frio);
Sexta-feira ensolarada mas fria. Mudam-se as estações, as roupas, os gostos e os programas.
O inverno nos envolve com um estremecer nos ossos, um espirro, um resfriado, uma dor-de-garganta, outra gripe. Mas nem tudo é spleen. nariz escorrendo e atchim. O glamour e a elegância desfilam nas ruas. Desempoeiram-se os casacos, os gorros e os cachecóis. Desde dèmodes às cores da moda. Sentimos estar acima da linha do Equador.
O inverno tem sabor de sopas, caldos e fondues. Um pouquinho a mais no prato e uns quilinhos a mais na balança. Tudo bem. Não é época de dietas nem regimes. Não venhamos nos sentir culpados por isso. Mas que nos lembremos e oremos pelos famintos e desabrigados. E também pelos magricelos e corações solitários.
Minha cidade não tem a Torre Eiffel, mas a Torre de TV. E aos domingos, têm pipoca, algodão doce e maçã do amor. E eu preciso apenas de um sorriso para me iluminar, um abraço para me aquecer e um beijo que me faça adormecer...
Escrito por Dígito às 07h27
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short noite(void);
Depois de um shutdown nas funções básicas, desabo na cama. E minhas noites têm sido um fechar e abrir de olhos. O despertador me acorda e penso: "Como amanheceu cedo!?".
O relógio confirma o horário. Mas ainda está escuro! Eu sei, manhãs de chuva são assim mesmo. Fico um pouco indignado e contrariado. O travesseiro, o lençol e o edredom me seduzem. Entrego-me sem resistir à tentação. Tento transformar mais alguns segundos em eternidade. Contudo, não consigo. O dever, o trabalho, o ponto, o chefe me chamam.
Poderia inventar uma desculpa, uma gripe, uma dor de cabeça, matar algum parente, comprar um atestado médico, doar sangue... Mas não convenceria. Não aprendi a mentir...
Escrito por Dígito às 07h26
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char lixeira(void);
Não tem direito a reclamar quem não exerce seu dever de cidadão. Sempre é mais fácil apontar os defeitos alheios do que reconhecer as próprias imperfeições.
As calçadas estão sempre sujas e cuspidas. São folhetos que ninguém lê, tocos de cigarros, copos descartáveis, latinhas de alumínio, restos de comida, dejetos, excrementos e os mais variados tipos e tamanhos de papéis insignificantes. Tudo no chão. Para ser písado, amassado ou desviado. E convive-se com a lenda urbana que haverá sempre alguém para varrer, a chuva para lavar e a natureza para deteriorar.
Nosso grau de civilidade está em manter e conservar os bens públicos. Pagar a TLP não implica em concessão de direito a sujar. Garis existem para preservarem a limpeza da cidade e não dos cidadãos. A cada um cabe uma pequena parte. Apenas um pouco de responsabilidade, bom senso e conscientização.
Mas onde estão as lixeiras?! Às vezes, são meras peças decorativas. Localizam-se onde ninguém transita. Difíceis de se encontrar a menos de meio quilômetro. Algumas precisam até de mapa e sinalização. E, geralmente, estão vazias.
Escrito por Dígito às 07h52
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mais.valia(trabalho);
Temos, às vezes, que justificar o salário que recebemos. E nos tornamos agentes de missões impossíveis.
Fiz em meio dia o que, normalmente, seria feito em uma semana. E como diz o chefe: "Desculpas e culpados não resolvem problemas. Eu quero soluções. E rápido."
Escrito por Dígito às 10h46
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carregar.pedra(assoviando);
Sem tempo para respirar nem blogar. Realmente, devemos ter mais o que agradecer do que reclamar. Afinal, temos emprego, salário e muito trabalho.
E enquanto carregamos pedras sob chicotadas assoviamos uma cantiga infantil...
Escrito por Dígito às 15h30
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agenda(full);
Lista interminável de coisas a fazer. Ânimo indispensável para realizar. Hoje, a segunda-feira vai ser longa... ou não. Quem entende o andar dos ponteiros?!
Escrito por Dígito às 07h15
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