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blogdigito@yahoo.com.br
ciberleitor(es) online
vou-me embora pr'o blogspot();
Vou-me embora pr'o Blogspot Lá sou amigo do Webmaster Lá tenho o limite que quero No endereço que escolherei Vou-me embora pr'o Blogspot
Vou-me embora pr'o Blogspot Aqui eu não sou feliz Lá a existência é virtual De tal modo digital Que Memória o bug do Hardware Dispositivo falsificado e defeituoso Vem a ser pirateado Com o Gadget que nunca tive
E como farei neologismos Blogarei digito a digito Montarei um template Uploadarei imagens Postarei no infomar! E quando estiver desplugado Deito nas bordas do wallpaper Mando conectar a Matrix Pra me contar os hoaxes Que no tempo de eu newbie Spammer vinha me contar Vou-me embora pr'o Blogspot
Em Blogspot tem tudo É outro host Tem um processo seguro De impedir a invasão Tem atualização automática Tem espaço à vontade Tem blogs amigos Para a gente comentar
E quando eu estiver mais desconectado Mais desconectado de não ter jeito Quando de noite me der Vontade de me conectar - Lá sou amigo do Webmaster - Lá tenho o limite que quero No endereço que escolherei Vou-me embora pr'o Blogspot
(Digito)
~oOo~
PessoALL, despeço-me do UOL Blog com minha paródia para o poema "Vou-me embora pra Pasárgada" de Manuel Bandeira. Estou de mudança. Quando algo termina, é hora de recomeçar. Não fecharei este diário. Porque, o primeiro a gente nunca esquece. A própria internet o empeirará com zilhões de bytes. E enquanto reformo a nova casa. Anotem meu novo endereço: http://digito.blogspot.com. Aguardo vocês!
Escrito por Dígito às 08h27
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disk.full();
Estou no limite. Quer dizer, o blog está no máximo de sua capacidade. Preciso economizar palavras. Cada letra é um byte a menos.
Ainda não sei aonde ir. Outra hospedagem? Ou uma nova conta?
Se me mudar, aviso. Se me calar, foi por falta de espaço...
Escrito por Dígito às 08h13
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backspace.day(ontem);
Ontem foi um dia longo e uma noite curta. Isto é, laborarialmente falando. Não tenho visto o tempo passar. Só me lembro da hora que entro na empresa e me esqueço das horas-extras.
E outubro passou. Há um outro feriado semana que vem. E até lá, que nos dia de finados eu ainda esteja vivo...
Escrito por Dígito às 08h08
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feng.shui();
Feng shui. Vento e água. A chuva bate na janela. A ventania assobia pela casa.
Fico feliz em dias tristes assim. Embaixo das cobertas, um bom livro ou uma boa companhia...
Escrito por Dígito às 08h00
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segunda.feira(mau humor);
Sábado passou. Domingo passou. Mas a segunda-feira continua... Seria mais uma paródia drummondiana se não fosse uma ironia sarcástica.
A maldição das segundonas, em tese, decorrem dos finais de semana. Bons ou ruins. Se fói fantástico, por que não dura um pouco mais? Se foi apenas assistir o Fantástico num Domingo Legal em Pânico, então, por que não passa logo o dia?
Acreditamos que um final de semana full suite possui a seguinte configuração: sábado(acordar tarde, descanso, passeio, cineminha, balada) e domingo (churrasco ou macarronada da mamãe, livro, vídeo, tv). E quando ocorre um blue screen, queremos um boot no sistema. Só que nesses casos, não existe suporte num 0800.
Então, é outra segunda-feira e uma semana inteira pela frente...
Escrito por Dígito às 08h29
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sexta.frieira();
A sexta-feira ainda nem acordou. Nublada e sonolenta. O sol se encoberta atrás de nuvens aveludadas. Alguns chegarão ao trabalho a contragosto pela força do hábito. Outros se atrasarão, mas com o bocejo de uma desculpa perfeita.
Escrito por Dígito às 08h27
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quinta.feira();
Sem eira nem beira nesta quinta.feira para blogar. Não irei reclamar da vida nem questionar o mundo. Porque não temos as respostas e as perguntas são muitas. Perdemo-nos nos labirintos do coração e jogaram as chaves fora. E tentei gritar, mas todos passavam cegos, surdos e mudos.
Escrito por Dígito às 08h27
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musica.ambiente(casa);
Ouvir música tem sido meu massageador para os nervos e neurônios. O trabalho tem consumido minhas retinas e minhas proteínas.
E quando chego em casa, as letras de um livro qualquer me parecem insuportáveis e soníferas. Deito, entretanto não consigo dormir. Ainda estou eletrizado. Os pés no chão gelado não descarregam minhas tensões. Tomaria um calmante, se eu gostasse de emplastos comprimidos.
Sairia um pouco de casa. Mas, como? Engarrafamento apocalíptico nas ruas e o medo em cada esquina. Então, tranco a porta e abro as janelas gradeadas. Convido uma brisa noturna para entrar. E ouço uma canção. Música natural em dolby-sound. O farfalhar das folhas e o andar das águas encontram-se no meu equilíbrio...
Escrito por Dígito às 07h54
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sem.tempo();
O mundo gira cada vez mais rápido e compiicado. Explica-se o tempo por sua relatividade, mas também por seu imperioso autoritarismo capitalista. Somos pressionados a fazer mais por menos. Maximização dos lucros e minimização dos custos. E nessa roleta-russa vão-se os empregos, os salários, a saúde...
Escrito por Dígito às 09h44
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bsb.renasce();
Brasília sem umidade é uma cidade morta. De grama inflamável, árvores retorcidas e broncopneumonias.
A chuva transforma. Leva a poeira. Lava as calçadas. Os prédios continuam cinzentos mas estendem-se tapetes em verde-mar. As cigarras cantam alegres e um passarinho respira fundo.
Brasília aflora de sua casca seca. É primavera outra vez, é outra semana...
Escrito por Dígito às 09h15
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dia.professor(parabens);
Quem primeiro nos ensinou abecedário? E guiou nossas pequeninas mãos naquelas inseguras folhas em branco? Quem foi que nossa segunda mãe, mas que chamávamos simplesmente de tia?
Lembro-me do primário com uma saudade inocente. Das letras que formavam palavras e das cores que desenhavam o céu e o arco-íris. Da mochila grande e dos cadernos miúdos. Da lancheira e as brincadeiras no recreio. Do dever de casa e do silêncio na aula. Das provas e dos boletins.
Sei que muitos já se foram ou nos esqueceram. Pudera, incontáveis foram aqueles que passaram por suas fileiras. E talvez não saibam a importância que tiveram em nossas vidas...
Escrito por Dígito às 09h27
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semana(sexta.feira);
O melhor da semana é a sexta-feira. Ou um feriado emendado.
Escrito por Dígito às 09h20
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brasil(pais do futuro);
Se "o melhor do Brasil é o brasileiro", o pior, são os políticos. Se o melhor da eleição é o votação eletrônica, o pior, são os eleitores, a venda de votos e a sujeira nas ruas.
Dizem que o brasileiro sofre de baixa-estima. Antes, sofre com a miséria, a fome, a seca, a ignorância, o analfabetismo, a criminalidade, o medo, a malária, a dengue, a febre amarela, branca, mulata, preta...
O brasileiro mais que um sofredor é um sonhador. E acredita em promessas e discursos. As minorias acreditam que o "Brasil é um país de todos". Os famintos saciam suas ilusões com o "Fome Zero". E a população segue sua vidinha a espera do "Milagre do Crescimento" de um bolo recheado de mentiras.
Não se enganem. O melhor do Brasil são os juros!
Escrito por Dígito às 08h25
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backspace(home, work, script);
De volta ao nosso admirável mundo novo, porque "a vida não é hollywood".
Ótimo começar a semana pelo meio. Pois, já passaram a segunda-mal-humorada e a terça-aborrecida. É quarta-feira, e ainda estou me readaptando à vida selvagem do capitalismo.
O corpo cansado com alguns arranhões e picadas de mosquito. A cabeça tranquila. A mente vazia...
Escrito por Dígito às 08h59
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saco.cheio(pé na estrada);
Tô de saco cheio. Tô eSTRESSado. Ainda bem que pego a estrada antes do sol se por.
Tô cansado da rotina, do trabalho, do chefe. Preciso me desligar um pouco.
E para os que ficam e para os que vão, um ótimo feriadão.
Escrito por Dígito às 08h28
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